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Trump impõe novas tarifas de 25% sobre aço e alumínio, impactando Brasil e parceiros globais
Publicado em 11/02/2025 08:58
COMÉRCIO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (10) a imposição de novas tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio. A medida, assinada no Salão Oval da Casa Branca, foi apresentada como parte de um esforço para equilibrar as taxas comerciais aplicadas por outros países sobre produtos americanos. Trump afirmou que não haverá exceções ou isenções nas tarifas e indicou que considera expandir a medida para automóveis, produtos farmacêuticos e chips de computador.
O Brasil, um dos maiores fornecedores de aço para os Estados Unidos, ao lado de Canadá e México, poderá ser diretamente impactado pela decisão. Segundo José Antônio Ribeiro de Moura, economista da Universidade Feevale, o aumento das tarifas pode prejudicar a produção nacional de aço, afetando empregos e o PIB. Ele destacou que a ausência de um acordo para mitigar os efeitos das tarifas pode trazer sérios danos econômicos, especialmente para setores como a construção civil, que dependem do aço.
As novas tarifas também geram preocupações entre outros parceiros comerciais dos Estados Unidos. O Canadá, maior fornecedor de alumínio para o mercado americano, e países como a Coreia do Sul, devem enfrentar desafios semelhantes. No Reino Unido, a federação UK Steel classificou a decisão como um golpe devastador para um setor que já enfrenta dificuldades.
Dentro dos Estados Unidos, especialistas apontam possíveis impactos negativos na economia local. Maurice Obstfeld, do Peterson Institute for International Economics, alertou que aço e alumínio são matérias-primas cruciais para a indústria americana, o que pode gerar aumentos de custo e dificuldades para diversos setores produtivos.
A decisão também reacende tensões comerciais globais. A União Europeia anunciou que pretende responder à medida, enquanto a China já aplicou represálias, com tarifas que afetam produtos americanos avaliados em 14 bilhões de dólares. Trump, por sua vez, defendeu as novas tarifas como uma ferramenta para reduzir o déficit comercial americano e assegurar um comércio mais equilibrado, citando as discrepâncias nas taxas de automóveis entre os Estados Unidos e a União Europeia como exemplo de práticas desiguais.
Durante o primeiro mandato de Trump, tarifas semelhantes foram implementadas, mas suspensas posteriormente por ele mesmo ou por seu sucessor, Joe Biden. Agora, a reintrodução dessas medidas promete intensificar as disputas comerciais e trazer desdobramentos significativos para a economia global, com reflexos diretos nas relações entre os Estados Unidos e seus principais parceiros.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
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