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Trump anuncia tarifa mínima de 10% sobre importações e sobretaxas para China, Europa e outros países
Publicado em 03/04/2025 09:30
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (2) a implementação de uma tarifa mínima de 10% sobre importações de todos os países. No entanto, nações que impõem taxas elevadas sobre produtos norte-americanos enfrentarão sobretaxas ainda maiores.

Entre os países que terão alíquota mínima de 10%, estão Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Colômbia, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Panamá, Paraguai, Reino Unido, Turquia, Ucrânia e Uruguai.

Já a China enfrentará a tarifa mais elevada, de 34%, enquanto os produtos da União Europeia serão taxados em 20%. Para Japão, Coreia do Sul e Índia, as tarifas serão de 24%, 25% e 26%, respectivamente. Importações da Suíça terão uma alíquota de 31%, enquanto produtos da Venezuela serão sobretaxados em 15%.

A Casa Branca não mencionou tarifas adicionais para Canadá e México, mas Trump destacou que a relação comercial com esses países será revista.

"Tarifas recíprocas são tarifas bondosas", diz Trump

Durante o anúncio, Trump justificou as tarifas afirmando que os países que desejam isenções devem retirar suas próprias tarifas sobre produtos norte-americanos.

“Atualmente, somos o maior mercado do mundo. As taxações ajudarão os EUA a crescer”, declarou o republicano.

Além das tarifas, Trump ressaltou os altos investimentos que empresas como Apple, Nvidia, Meta, Eli Lilly, Honda e Hyundai farão nos EUA, afirmando que o país está passando por uma transformação econômica sem precedentes.

Críticas ao Nafta e relação com China

Trump também voltou a criticar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), responsabilizando o tratado pela perda de quase 4 milhões de empregos nos EUA.

“Os países tiraram muita riqueza dos Estados Unidos. Hoje estamos priorizando os trabalhadores e colocando os EUA em primeiro lugar”, afirmou.

Sobre a China, Trump reiterou seu respeito ao presidente Xi Jinping, mas acusou Pequim de se aproveitar dos Estados Unidos. Ele também reforçou sua política de "tarifas recíprocas", defendendo que o país deve reequilibrar sua balança comercial.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

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