A securitização das dívidas dos produtores rurais volta ao centro das discussões nesta segunda-feira (17), tanto em reuniões com autoridades quanto em protestos organizados pelo setor produtivo. A partir das 9h, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado (Fetag-RS) se reúne em sua sede com representantes dos governos estadual e federal, deputados e entidades do agronegócio. Paralelamente, manifestações ocorrerão em 14 municípios gaúchos, com agricultores reivindicando medidas de apoio diante das dificuldades financeiras agravadas pela estiagem.
O presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, destacou que a seca recorrente tem motivado a mobilização do setor. Entre as principais reivindicações estão a prorrogação dos vencimentos deste ano, a ampliação de recursos na linha de crédito do BNDES e a securitização das dívidas rurais. Dois projetos de lei tramitam no Congresso Nacional propondo a unificação dos débitos e a prorrogação por 20 anos, com três anos de carência e juros de 1% a 3% ao ano. A estimativa é de que sejam necessários R$ 60 bilhões para viabilizar a medida, que prevê a emissão de títulos da dívida pública.
“Por ser uma questão demorada, estamos buscando uma negociação para prorrogar essas dívidas até chegarmos a uma securitização mais ampla”, afirmou Silva.
Além da pauta financeira, a Fetag-RS também defende a ampliação de programas estaduais voltados ao armazenamento de água, melhoramento de solo e abastecimento de energia elétrica, como forma de preparar os produtores para futuras estiagens.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
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