Os volumes de chuva registrados nos últimos dias mantêm os níveis de diversos rios elevados no Rio Grande do Sul. O cenário, porém, é diferente entre as bacias: enquanto Taquari e Caí apresentam tendência de queda, pontos das bacias do Uruguai e do Jacuí ainda registram elevação ou permanecem acima das cotas de alerta e inundação.
De acordo com o monitoramento do Serviço Geológico do Brasil (SGB), o Rio Taquari apresenta trajetória de descida entre Santa Tereza e Taquari. Os afluentes Tainhas, Carreiro, Guaporé e Forqueta também estão em declínio. Apesar disso, o Taquari permanece acima da cota de inundação em Taquari, enquanto o trecho entre Estrela/Lajeado e Vila Mariante, em Venâncio Aires, permanece acima da cota de alerta.
Na Bacia do Caí, o nível também apresenta tendência de queda. Em São Sebastião do Caí, o rio está acima da cota de alerta, enquanto em Montenegro o nível permanece acima da cota de inundação, embora em declínio. A expectativa do SGB é de continuidade da redução ao longo das horas.
A situação é diferente na Bacia do Uruguai. O monitoramento aponta tendência de elevação no Rio Uruguai em Iraí, onde o nível permanece acima da cota de inundação. No Rio Quaraí, o nível também está em cota de inundação, mas apresenta tendência de declínio. O Rio Ibicuí da Armada permanece acima da cota de inundação, com tendência de estabilização. Em Rosário do Sul e Dom Pedrito, no Rio Santa Maria, os níveis apresentam tendência de estabilidade.
No Rio Jacuí, os níveis também permanecem elevados. O trecho em Dona Francisca já apresenta tendência de queda, enquanto outros pontos, especialmente mais a jusante, ainda registram elevação. Em Triunfo, o rio permanece acima da cota de inundação.
Na Região Metropolitana, o Guaíba segue em elevação lenta. Segundo o SGB, a expectativa é de que o nível atinja o pico entre as cotas de atenção e alerta no Cais Mauá e na Usina do Gasômetro, com tendência de início da redução até o fim da semana. Os rios Taquari, Caí, dos Sinos e Gravataí apresentam níveis em declínio nos pontos monitorados.
Situação em alguns pontos monitorados
Em levantamento realizado nesta quinta-feira (1º), os níveis apresentavam o seguinte cenário:
Guaíba, Porto Alegre: 2,40 metro no Cais Mauá, acima da cota de atenção de 2,05 metro.
Rio dos Sinos, São Leopoldo: 4,10 metros, acima da cota de atenção de 3,50 metros e próximo da cota de inundação de 4,50 metros.
Rio Caí, São Sebastião do Caí: 8,63 metros, acima da cota de alerta de 7 metros.
Rio Caí, Montenegro: 6,17 metros, acima da cota de inundação de 6 metros.
Rio Jacuí, Triunfo: 5,74 metros, acima da cota de inundação de 4,67 metros.
Rio Jacuí, Cachoeira do Sul: 10,20 metros, acima da cota de inundação de 9 metros.
Rio Taquari, Taquari: 8,72 metros, acima da cota de inundação de 8,50 metros.
Rio Uruguai, Uruguaiana: 6,16 metros, abaixo da cota de inundação de 8,50 metros, com nível estável.
Os valores são referentes a estações e horários diferentes de monitoramento e, por isso, não devem ser comparados diretamente entre si. As cotas também variam conforme o ponto de medição.
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) mantém atenção para o Rio Grande do Sul devido à propagação da onda de cheia nas bacias dos rios Uruguai, Quaraí, Santa Maria, Jacuí e Taquari. Para os próximos dias, o órgão também aponta possibilidade de novos eventos hidrológicos em diferentes regiões do Estado em razão da previsão de chuva.
A recomendação é que moradores de áreas próximas a rios acompanhem os avisos da Defesa Civil e os dados oficiais de monitoramento, especialmente nos municípios onde os níveis permanecem próximos ou acima das cotas de alerta e inundação.
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB), Cemaden e estações de monitoramento hidrológico. O SGB informa que o acompanhamento permanece contínuo e que as previsões podem sofrer alterações conforme a evolução das chuvas e dos níveis dos rios.
Deividdrone