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Trigo gaúcho avança, mas geada, granizo e doenças exigem atenção
Publicado em 21/09/2026 11:00
AGRO

 

As lavouras de trigo avançam em diferentes estágios no Rio Grande do Sul, com condições consideradas favoráveis em boa parte das regiões produtoras. Segundo dados da Emater/RS-Ascar, períodos de tempo firme, maior radiação solar e reposição da umidade do solo contribuíram para o desenvolvimento das plantas. No entanto, ocorrências de geada, granizo e doenças provocaram impactos pontuais.

A área projetada para a safra 2026 é de 814.220 hectares, com produtividade média estimada em 2.701 quilos por hectare. O estágio das lavouras varia conforme a época de implantação e as condições meteorológicas registradas durante o ciclo.

Nas áreas implantadas mais cedo, principalmente no Oeste, 44% das lavouras estão em enchimento de grãos e 5% em maturação. Já entre as áreas de implantação mais tardia, 12% permanecem em desenvolvimento vegetativo e 39% estão em espigamento e floração.

Na região de Ijuí, 10% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 48% em floração, 33% em granação e 9% em maturação. Foram registrados danos pontuais provocados por geada e granizo. A geada deixou sinais de queimadura em áreas mais baixas, enquanto o granizo causou lesões em espiguetas, espigas e folhas, com maior intensidade em Três Passos, Ibirubá e Santa Bárbara do Sul. A extensão das perdas ainda está sendo avaliada.

Em Santa Rosa, onde 61% das lavouras estão em enchimento de grãos e 7% em maturação, o cenário permanece favorável. As plantas apresentam bom número de espiguetas por espiga e não foram observadas falhas de fecundação. O oídio é a doença de maior incidência, seguido por manchas foliares, ferrugem e giberela.

Na região de Frederico Westphalen, 50% das lavouras estão em enchimento de grãos e 5% em maturação. A incidência de giberela é expressiva e tem levado à intensificação das aplicações de fungicidas.

Em Soledade, as condições de temperatura e radiação solar favoreceram o desenvolvimento das plantas. Cerca de 50% das lavouras estão em espigamento e floração e 45% em enchimento de grãos. De modo geral, o potencial produtivo é considerado bom, embora existam diferenças no nível tecnológico das áreas.

Já em Lavras do Sul, na Campanha, o excesso de chuva comprometeu parte do potencial produtivo. Desde o início de junho, o acumulado ultrapassou 700 milímetros, com perdas estimadas em 10% até o momento.

Na região de Caxias do Sul, a nebulosidade, a baixa luminosidade e as temperaturas reduzidas retardaram o desenvolvimento das plantas. Mesmo assim, a expectativa de rendimento permanece satisfatória. Em Pelotas, as chuvas frequentes e a baixa radiação solar também atrasaram o desenvolvimento das lavouras e dificultaram a realização de tratamentos preventivos.

Em Santa Maria, especialmente em Tupanciretã, o frio intenso e as geadas exigem acompanhamento das áreas que estão em floração. Ainda não foram quantificadas eventuais perdas.

 

O cenário mostra que o trigo gaúcho segue em diferentes ritmos de desenvolvimento. Enquanto algumas lavouras já avançam para o enchimento de grãos e a maturação, outras permanecem em floração ou estágios vegetativos. O monitoramento das condições meteorológicas e fitossanitárias continua sendo necessário para avaliar os impactos e preservar o potencial produtivo da safra.

 

Fonte: AGROLINK e EMATER

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