A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) de Cruz Alta, deflagrou na manhã desta quinta-feira (18) a Operação Tijucas, que resultou na prisão de quatro pessoas investigadas pelo latrocínio do empresário e caminhoneiro André Stein, de 46 anos, ocorrido no dia 30 de maio de 2026.
A operação é resultado de um intenso trabalho investigativo conduzido pela DRACO desde a localização do corpo da vítima. Na manhã do dia 30 de maio, André Stein foi encontrado morto em uma estrada de chão, no trecho entre os municípios de Cruz Alta e Boa Vista do Cadeado. O corpo estava sob o caminhão que conduzia, com placas de Tijucas (SC), e apresentava ferimento causado por disparo de arma de fogo.
Conforme apurado pela Polícia Civil, o crime foi premeditado. Os investigados teriam simulado a compra de colchões junto à empresa onde a vítima trabalhava, atraindo o caminhoneiro até Cruz Alta para realizar uma suposta entrega da mercadoria em um endereço previamente combinado.
Ao chegar ao local indicado, André Stein foi rendido pelos suspeitos, amarrado e colocado no interior do próprio caminhão. Em seguida, o veículo foi conduzido até uma área rural entre Cruz Alta e Boa Vista do Cadeado, onde ocorreu o latrocínio — crime caracterizado pelo roubo seguido de morte.
Durante a Operação Tijucas, foram cumpridas nove medidas cautelares, sendo duas prisões preventivas de investigados maiores de idade, duas medidas de internação de adolescentes envolvidos no crime e cinco mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
A ação contou com o apoio das demais delegacias da Polícia Civil de Cruz Alta e da Delegacia Regional de Polícia de Ijuí.
Segundo a Polícia Civil, as provas reunidas durante a investigação são consideradas robustas e permitiram identificar a participação dos quatro envolvidos no planejamento e na execução do crime.
O assassinato de André Stein causou grande repercussão no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde o empresário era bastante conhecido no ramo de colchões e mantinha uma ampla rede de clientes e amigos. A elucidação do caso era aguardada por familiares, colegas de trabalho e pela comunidade dos dois estados.
As investigações prosseguem para a conclusão do inquérito policial, que será encaminhado ao Poder Judiciário.
ATUALIZAÇÃO
As investigações identificaram a participação de quatro pessoas no crime: dois adolescentes, de 16 e 17 anos, um jovem de 19 anos e um homem de 25 anos. Conforme a Polícia Civil, o investigado de 25 anos é apontado por participação na ocultação de provas relacionadas ao latrocínio.
Fonte: Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul