O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan (Butantan-DV). A medida tem caráter preventivo e foi adotada para permitir a investigação de possíveis eventos adversos registrados após a vacinação.
De acordo com informações divulgadas pelas autoridades de saúde, foram notificados 42 casos de reações consideradas severas entre aproximadamente 500 mil doses aplicadas. Desses registros, três foram classificados como graves e duas mortes estão sendo analisadas para verificar se existe alguma relação com o imunizante.
A suspensão afeta exclusivamente a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, que vinha sendo utilizada em projetos-piloto e em grupos específicos, como profissionais da saúde. A vacina Qdenga, produzida pelo laboratório Takeda e disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o público-alvo definido pelo programa nacional de imunização, segue sendo aplicada normalmente.
As doses da vacina do Butantan já distribuídas aos estados e municípios não serão descartadas. Elas permanecerão armazenadas nas redes de frio até a conclusão das análises técnicas conduzidas pelos órgãos competentes.
Orientações para quem recebeu a vacina
O Ministério da Saúde orienta que as pessoas vacinadas com a Butantan-DV nos últimos 21 dias acompanhem atentamente possíveis sintomas e procurem atendimento médico em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) caso apresentem sinais de alerta.
Entre os sintomas que exigem atenção estão febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência excessiva, irritabilidade, sinais de desidratação ou qualquer piora do estado geral de saúde.
Segundo o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan, a suspensão tem caráter cautelar e não invalida a eficácia da vacina. As autoridades reforçam que as pessoas já imunizadas continuam protegidas contra os quatro sorotipos do vírus da dengue.
O acompanhamento das investigações e das atualizações sobre o caso pode ser realizado por meio dos canais oficiais do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Fonte: G1