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2º Tecnoshow da Irrigação e 1º Encontro Internacional de Irrigantes reforçam protagonismo de Cruz Alta no agro gaúcho
Publicado em 18/05/2026 15:58 • Atualizado 18/05/2026 16:18
AGRO

O município de Cruz Alta sediou, nos dias 13 e 14 de maio, a segunda edição do Tecnoshow da Irrigação e o 1º Encontro Internacional de Irrigantes. O evento, realizado no Clube Arranca, no centro da cidade, reuniu cerca de 500 participantes ao longo dos dois dias de programação e reforçou o protagonismo de Cruz Alta nas discussões sobre irrigação, inovação e sustentabilidade no agronegócio gaúcho.

Participaram do encontro autoridades, produtores rurais, estudantes das áreas de Agronomia, Medicina Veterinária e demais cursos ligados ao setor agropecuário, além de representantes da imprensa, patrocinadores e comunidade regional. A programação foi voltada ao debate técnico sobre irrigação, produtividade e desenvolvimento sustentável no campo.

Promovido pela Prefeitura de Cruz Alta em parceria com a Associação Fenatrigo e o Polo Noroeste Gaúcho de Irrigação, o evento contou com palestras nacionais e internacionais, painéis técnicos e espaços destinados à troca de experiências entre produtores, pesquisadores, especialistas e representantes de entidades ligadas ao agronegócio.

Ao longo da programação, especialistas abordaram temas considerados estratégicos para o futuro da agricultura, como segurança hídrica, manejo eficiente da irrigação, aumento da produtividade, inovação tecnológica, Inteligência Artificial aplicada ao agronegócio e os impactos das mudanças climáticas no setor agrícola.

A realização do encontro também fortaleceu o posicionamento de Cruz Alta como um dos principais polos de discussão sobre irrigação no Rio Grande do Sul, especialmente em um cenário de desafios climáticos recorrentes enfrentados pelo setor produtivo nos últimos anos. A busca por alternativas que garantam estabilidade na produção agrícola e segurança para os produtores esteve entre os principais pontos debatidos durante o evento.

Além das palestras técnicas, o Tecnoshow proporcionou momentos de integração entre os participantes, promovendo networking e aproximação entre universidades, produtores, empresas, pesquisadores e lideranças do agronegócio regional e estadual.

A expectativa dos organizadores é que o evento continue crescendo nas próximas edições, ampliando o debate sobre tecnologias e soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável da agricultura irrigada.

A programação contou com abertura oficial com autoridades e parceiros, além de palestras técnicas sobre os impactos da seca nas lavouras de soja e milho no Rio Grande do Sul e indicadores bioclimáticos. Também foram debatidos temas como gestão internacional da irrigação, políticas públicas para o desenvolvimento rural, tecnologia, irrigação de precisão e ganhos econômicos e ambientais no setor.

O evento ainda reuniu apresentações institucionais da ANA, ANEEL, MIDR, FETAG-RS, SEMA/FEPAM e FARSUL, além de painéis sobre experiências internacionais no Mercosul, com participação de representantes do Uruguai e Argentina. Produtores rurais do Rio Grande do Sul, Centro-Oeste, Argentina e Paraguai compartilharam relatos sobre desafios e oportunidades na irrigação. A programação encerrou com debate final e apresentação do Documento de Intenções para o Rio Grande do Sul.

Confira, nas próximas páginas, entrevistas concedidas à Rádio Cidade e ao Jornal Tribuna das Cidades durante a cobertura do evento.

PREFEITA DE CRUZ ALTA PAULA RUBIN FACCO LIBRELOTTO

 A prefeita de Cruz Alta, Paula Rubin Facco Librelotto, destacou a importância do 2º Tecnoshow da Irrigação e do 1º Encontro Internacional de Irrigantes para o fortalecimento do agronegócio regional e estadual. Segundo ela, o evento consolida Cruz Alta como um dos principais polos de discussão sobre irrigação no Rio Grande do Sul.

“Este evento recebe pessoas de todo o nosso Estado e até de países vizinhos para discutirmos políticas de irrigação, acesso, segurança no campo e alternativas para o fortalecimento da produção agrícola. Ficamos muito felizes em receber tantos palestrantes e contar com a presença do Governo do Estado para promover esse diálogo e essa aproximação com os nossos agricultores, que são protagonistas da produção de alimentos não apenas em Cruz Alta, mas no mundo inteiro”, afirmou.

A prefeita também ressaltou as dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais nos últimos anos em razão das estiagens e destacou que o evento busca aproximar os agricultores do conhecimento técnico e das oportunidades de investimento.

“Os produtores vêm sofrendo ano após ano com as estiagens. O que queremos fazer aqui é justamente aproximar os agricultores do conhecimento, das normas ambientais, das instituições financeiras e das novas tecnologias. Desde o pequeno produtor de hortaliças até o grande produtor de soja, todos precisam ter acesso à informação para que possamos ampliar a área irrigada do nosso Estado e aumentar a produtividade”, destacou.

Paula enfatizou ainda que os impactos das crises climáticas vão além do campo e atingem diretamente a economia das cidades.

“Quando o campo sofre, a cidade também sofre. Por isso, precisamos investir em soluções que tragam mais segurança para a produção agrícola e estabilidade para toda a economia regional”, comentou.

Outro ponto ressaltado pela prefeita foi a participação expressiva de estudantes universitários e instituições de ensino durante a programação do evento.

“Ficamos felizes em ver as universidades presentes, com estudantes de Agronomia, Medicina Veterinária e outras áreas ligadas ao agro acompanhando as palestras. Estamos trazendo palestrantes de nível internacional para compartilhar conhecimento e incentivar ainda mais o desenvolvimento do setor”, disse.

A chefe do Executivo também destacou a importância das discussões sobre políticas públicas voltadas à irrigação.

“Um fórum como esse fortalece o debate sobre políticas públicas que possam facilitar o acesso à irrigação. A presença de prefeitos, secretários de agricultura e lideranças do setor engrandece o evento e reforça o protagonismo de Cruz Alta e da nossa região no agro brasileiro”, afirmou.

Durante a entrevista, Paula Rubin Facco Librelotto lembrou ainda que Cruz Alta recebeu recentemente o título de Capital Gaúcha da Irrigação, reconhecimento que fortalece a posição do município no cenário agrícola estadual.

“Hoje Cruz Alta é a Capital Gaúcha da Irrigação. Indicação do Deputado Estadual Rafael Braga (MDB). Somos a maior área irrigada do Sul do país e estamos entre os municípios brasileiros com maior número de pivôs instalados nas lavouras. Isso tem garantido produtividade recorde para o nosso município”, ressaltou.

Por fim, a prefeita destacou que a meta da administração municipal é seguir incentivando a ampliação das áreas irrigadas.

“Nosso objetivo é fomentar cada vez mais a capacidade de irrigação em Cruz Alta. Sabemos do potencial que o município possui e acreditamos que ainda podemos ampliar em mais de 60% a área irrigada. Isso é fundamental para manter a produtividade das nossas lavouras e garantir mais segurança para os produtores rurais”, concluiu.

SECRETÁRIO MUNICIPAL DE AGRICULTURA DE CRUZ ALTA E COORDENADOR DO POLO NOROESTE GAÚCHO DE IRRIGAÇÃO, JOÃO AUGUSTO TELLES

O secretário municipal de Agricultura de Cruz Alta e coordenador do Polo Noroeste Gaúcho de Irrigação, João Augusto Telles, destacou que o 2º Tecnoshow da Irrigação e o 1º Encontro Internacional de Irrigantes tiveram como principal objetivo aproximar produtores rurais, técnicos, universidades e representantes dos governos municipal, estadual e federal em torno das discussões sobre irrigação e desenvolvimento do agronegócio.

“Pensamos esse evento justamente para aproximar produtores, técnicos, universidades e os governos. Estamos muito felizes porque estamos atingindo o nosso objetivo. Tivemos plateia cheia, palestras de alto nível e discussões extremamente importantes para o setor”, afirmou.

Segundo Telles, um dos principais focos da programação foi debater os entraves que ainda dificultam a ampliação da irrigação no Rio Grande do Sul.

“Agora entramos justamente nos temas considerados gargalos da irrigação. Queremos discutir com os órgãos ambientais e demais entidades o porquê de a irrigação ainda não evoluir como deveria. Sabemos que existem programas e ações dos governos para incentivar a expansão da irrigação, mas ainda existem dificuldades que precisam ser debatidas e solucionadas”, destacou.

O secretário ressaltou que o principal objetivo do evento é ampliar as áreas irrigadas da região, garantindo mais segurança para os produtores e maior estabilidade na produtividade agrícola.

“Hoje, a área irrigada ainda é muito pequena. Se compararmos o Brasil com países da Europa ou com os Estados Unidos, percebemos que estamos muito atrás. Lá, muitos países possuem entre 20% e 30% das áreas agrícolas irrigadas. No Brasil, esse número não chega a 5%. E o mais importante é que temos potencial para irrigar mais de 35 milhões de hectares sem causar danos ambientais”, explicou.

Telles enfatizou que Cruz Alta possui um papel histórico no desenvolvimento da irrigação no Estado e que o reconhecimento como Capital Gaúcha da Irrigação fortalece ainda mais a importância do evento para toda a região.

“Cruz Alta foi a região mais irrigada do Estado desde os anos 2000. Tudo começou por aqui. Nada mais justo que sediarmos um evento desse porte, incentivando os produtores a buscarem cada vez mais tecnologia e conhecimento”, ressaltou.

Durante a entrevista, o secretário também falou sobre os impactos causados pelas estiagens registradas nos últimos anos no Rio Grande do Sul e os reflexos diretos na economia dos municípios.

“O histórico dos últimos quatro anos foi muito difícil, com sucessivas estiagens trazendo perdas para os produtores e prejuízos para os municípios. Quando o campo sofre, o reflexo aparece diretamente no comércio, na arrecadação e em toda a comunidade. Queremos mostrar para a sociedade que, se tivéssemos uma área irrigada maior, os impactos dessas estiagens seriam muito menores”, afirmou.

Segundo Telles, além das perdas na produtividade, muitos agricultores enfrentam problemas financeiros e endividamento em razão das dificuldades climáticas.

“Precisamos discutir tudo isso em conjunto, entre o poder público e a iniciativa privada, buscando soluções para garantir mais segurança aos produtores rurais e estabilidade econômica para os municípios”, comentou.

Ao avaliar o resultado do evento, João Augusto Telles afirmou que o Tecnoshow superou as expectativas da organização e consolidou Cruz Alta como referência estadual no debate sobre irrigação.

“O Tecnoshow superou as expectativas. Tivemos participação expressiva de produtores, empresas, pesquisadores e especialistas que trouxeram conhecimento técnico de alto nível e contribuíram para discussões importantes sobre o futuro da irrigação. Cruz Alta assumiu protagonismo nesse debate e fortaleceu ainda mais sua posição dentro do agronegócio gaúcho”, destacou.

Ao final da entrevista, o secretário confirmou a realização de uma nova edição do evento em 2027.

“A proposta é ampliar ainda mais a programação e fortalecer esse espaço de discussão técnica, troca de experiências e integração entre todos os segmentos ligados ao agronegócio e à irrigação”, concluiu.

MOACIR MEDEIROS

O presidente do Sindicato Rural de Cruz Alta e segundo vice-presidente da FARSUL, Moacir Medeiros, destacou a importância do 2º Tecnoshow da Irrigação e do 1º Encontro Internacional de Irrigantes para o fortalecimento do agronegócio gaúcho e para a ampliação do debate sobre irrigação no Estado.

“Hoje é um dia muito importante para Cruz Alta, para a região e para todo o Rio Grande do Sul. Este é um evento de suma importância porque entendemos que, atualmente, a irrigação é o maior seguro agrícola que temos. Em função das intempéries climáticas dos últimos anos, tivemos muitas frustrações de safra e até mesmo as companhias de seguro acabaram reduzindo o suporte ao produtor aqui no Sul do país. Por isso, a irrigação se tornou a grande alternativa para garantir produtividade e segurança no campo”, afirmou.

Segundo Moacir, um dos principais desafios enfrentados pelos produtores rurais ainda está relacionado às questões ambientais e burocráticas que envolvem a ampliação das áreas irrigadas.

“Temos muitos problemas que precisam continuar sendo debatidos, principalmente a questão ambiental e a burocracia. Existem muitos paradigmas que ainda precisam ser quebrados para que os produtores consigam avançar na construção de barragens e no armazenamento de água. Precisamos criar condições para produzir cada vez mais alimentos para o nosso Estado, para o Brasil e para o mundo”, destacou.

Durante a entrevista, Moacir Medeiros também comentou sobre os impactos das mudanças climáticas no Rio Grande do Sul, lembrando que o Estado enfrentou anos consecutivos de estiagem antes das enchentes registradas em 2024.

“O que aconteceu nas enchentes foi que toda aquela água doce acabou indo para o mar. Nós desperdiçamos um patrimônio enorme que poderia ter sido armazenado para ser utilizado nos períodos de seca. Viemos de três ou quatro anos de estiagem e, depois, enfrentamos um ano de excesso de chuva. Isso mostra o tamanho do desafio que temos pela frente”, ressaltou.

O dirigente explicou que os produtores vêm investindo em melhorias técnicas nas propriedades para enfrentar os efeitos climáticos, mas reforçou que a irrigação segue sendo fundamental para garantir resultados no campo.

“Hoje trabalhamos muito a parte técnica, buscando melhorar a estrutura do solo, aumentar a capacidade de retenção de umidade e investir em boas palhadas. Mas, se não tivermos água para irrigar as plantas nos momentos necessários, não teremos êxito na produção”, afirmou.

Ao final da entrevista, Moacir Medeiros também comentou sobre a homenagem recebida durante a entrega do Troféu Trigo de Ouro 2026, promovido pela Prefeitura de Cruz Alta. Ele foi um dos agraciados da edição deste ano.

“Receber o Troféu Trigo de Ouro é motivo de muita gratidão. É uma história muito bonita, inclusive um evento que começou ainda na época em que eu era gestor da Fenatrigo, junto da Dani Araldi. Criamos esse projeto e ele tomou uma proporção muito grande ao longo dos anos”, relembrou.

Segundo Moacir, a escolha dos homenageados é sempre um desafio, devido à importância do trabalho realizado pelos produtores rurais no desenvolvimento da agricultura.

“É um critério difícil porque, se analisarmos bem, todo produtor rural mereceria essa homenagem. São grandes guerreiros da produção agrícola e do trigo. A cada ano algumas pessoas acabam sendo reconhecidas e, neste ano, tive a felicidade de também fazer parte desse grupo”, destacou.

O presidente do Sindicato Rural encerrou agradecendo pela homenagem e reforçando o compromisso com o desenvolvimento da agricultura regional.

“Fico muito grato pela organização do evento e por essa homenagem. Seguimos trabalhando cada vez mais em prol da nossa agricultura e da nossa cidade. Tenho certeza de que será um grande evento, com grandes nomes sendo homenageados ao lado de pessoas que dedicam a vida ao fortalecimento do agro”, concluiu.

VEREADOR ZÉ ROBERTO

O vereador José Roberto Pieniz, da bancada do MDB, destacou a importância do 2º Tecnoshow da Irrigação e do 1º Encontro Internacional de Irrigantes para o fortalecimento do agronegócio regional e para o debate de soluções voltadas à ampliação das áreas irrigadas no Rio Grande do Sul.

Segundo o parlamentar, o evento demonstra a capacidade de articulação da atual administração municipal e reforça a relevância da criação da Secretaria Municipal de Agricultura independente da pasta de Causa Animal, medida aprovada pela Câmara de Vereadores.

“Este é um evento extremamente importante e demonstra toda a capacidade da gestão municipal em pensar estrategicamente o setor agrícola. Quando aprovamos na Câmara o desmembramento da Secretaria de Agricultura da Secretaria de Causa Animal, houve críticas da oposição, mas hoje estamos vendo o resultado dessa decisão. A atual Secretaria de Agricultura promove um grande evento, trazendo atenção para um tema fundamental e colocando Cruz Alta no centro das discussões sobre irrigação”, afirmou.

O vereador ressaltou ainda a dimensão estadual, nacional e internacional do encontro, reunindo representantes de diversas instituições ligadas ao agronegócio e à gestão dos recursos hídricos.

“Estamos recebendo pessoas de todo o Rio Grande do Sul, representantes do Governo Federal, do Ministério da Agricultura, da Agência Nacional de Águas, além de especialistas e lideranças do agro vindos da Argentina, Uruguai e até da Europa para discutir irrigação e produção agrícola. Isso demonstra a grandeza do evento e a importância que Cruz Alta tem dentro desse cenário”, destacou.

José Roberto Pieniz afirmou que o debate sobre irrigação é essencial para garantir desenvolvimento econômico e estabilidade produtiva no Estado.

“Cruz Alta tem no agro a sua principal matriz produtiva, assim como o Rio Grande do Sul. Hoje, a irrigação é um dos principais temas para garantir competitividade, produtividade e arrecadação para o Estado. Temos empresários do setor agrícola, linhas de financiamento, empresas de tecnologia e equipamentos modernos, mas precisamos entender por que isso ainda não está chegando ao campo na velocidade necessária”, comentou.

O parlamentar destacou que o evento tem justamente o objetivo de discutir os obstáculos que ainda dificultam o crescimento da irrigação no Estado.

“Precisamos entender o que está faltando. É a questão da energia elétrica? São as outorgas? O licenciamento ambiental? A ampliação das linhas de crédito? Tudo isso está sendo debatido aqui em Cruz Alta de forma muito pontual e objetiva, buscando resultados concretos para que possamos avançar”, afirmou.

Durante a entrevista, o vereador também comentou sobre os impactos das mudanças climáticas e das estiagens sucessivas enfrentadas pelo Rio Grande do Sul nos últimos anos.

“Estamos vivendo períodos de fortes intempéries climáticas, que vêm levando muitos agricultores ao empobrecimento e causando prejuízos para toda a economia do Estado. Quando o agro perde, toda a cadeia produtiva perde junto. O comércio, os municípios e a população também sofrem os reflexos”, ressaltou.

Para José Roberto Pieniz, ampliar as áreas irrigadas é fundamental para garantir mais segurança ao produtor rural e estabilidade econômica para o Rio Grande do Sul.

“Precisamos encontrar soluções para equilibrar essas dificuldades climáticas e voltar a ter um agro forte e pujante. A irrigação é uma ferramenta essencial para garantir produção, desenvolvimento econômico e qualidade de vida para toda a população”, concluiu.

GILMAR BELLINI

O prefeito de Boa Vista do Incra e presidente da AMAJA (Associação dos Municípios do Alto Jacuí), Gilmar Bellini, destacou a importância do 2º Tecnoshow da Irrigação e do 1º Encontro Internacional de Irrigantes como espaço de debate sobre a produção agrícola e os impactos das estiagens na região.

“Hoje nós tivemos um dia participando do 1º Encontro Internacional de Irrigação, um evento muito importante no sentido de melhorar a produção. Tivemos uma palestra que nos ajudou a assimilar e entender melhor as perdas de grãos por conta das estiagens dos últimos 18 anos. É um número expressivo e o prejuízo foi muito grande”, afirmou.

Segundo o prefeito, os dados apresentados durante o evento reforçam a necessidade de ampliar o debate sobre irrigação e estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas.

“Com essas palestras, a gente começa a dar mais importância e ter mais conhecimento dos números. É algo que se repete ano após ano: alguns anos bons, mas a maioria com problemas de estiagem. Esses encontros, com palestrantes qualificados, fazem a gente refletir sobre a grande perda e a falta de rentabilidade do produtor”, destacou.

Bellini também comentou sobre a realização do Troféu Trigo de Ouro, evento paralelo à programação, que homenageia personalidades ligadas ao agronegócio.

“Várias personalidades do agro serão homenageadas. É muito importante valorizar essas pessoas que contribuem com o setor, inclusive dentro desse contexto da irrigação. Fui convidado pela organização para entregar um prêmio em nome da AMAJA e também como prefeito de Boa Vista do Incra, representando nosso município e os demais municípios do Alto Jacuí. É uma honra participar desse momento e representar toda a nossa região”, afirmou.

O prefeito ressaltou ainda a importância da integração regional por meio da Associação dos Municípios do Alto Jacuí e destacou sua atuação à frente da entidade.

“Agradeço aos prefeitos que me escolheram para presidir a associação e também aos demais que estão me apoiando. Já visitei alguns municípios e pretendo visitar todos os que compõem a AMAJA para ouvir sugestões e dar continuidade às pautas importantes que já vinham sendo trabalhadas”, disse.

Entre os temas destacados pelo presidente da associação estão demandas regionais e desafios administrativos enfrentados pelos municípios.

“Temos questões importantes em debate, como problemas relacionados à Corsan em alguns municípios, além de temas mais amplos como a reforma tributária, que preocupa principalmente as cidades menores. A mudança na forma de redistribuição de impostos pode impactar fortemente os pequenos municípios, então precisamos discutir alternativas e estratégias para minimizar esses efeitos”, ressaltou.

Bellini finalizou destacando a importância do trabalho conjunto entre os municípios da região.

“Nosso objetivo é seguir dialogando com os prefeitos, buscar soluções em conjunto e fortalecer a gestão municipal para que os impactos futuros não comprometam o desenvolvimento econômico das nossas cidades”, concluiu.

ECONOMISTA-CHEFE DA FARSUL E PALESTRANTE DO EVENTO, DR. ANTONIO DA LUZ

O economista-chefe da FARSUL e palestrante do evento, Dr. Antonio da Luz, destacou a relevância do 2º Tecnoshow da Irrigação e do 1º Encontro Internacional de Irrigantes, realizados em Cruz Alta, e parabenizou a organização pela programação e pelo nível técnico das discussões.

“Em primeiro lugar, quero parabenizar os organizadores por um baita evento, super prestigiado e com muito conteúdo sobre um tema fundamental para o nosso Estado, que é a irrigação”, afirmou.

 

O economista ressaltou que sua participação no encontro teve como foco ampliar a discussão sobre o impacto da irrigação na produtividade agrícola, especialmente na possibilidade de múltiplas safras na mesma área produtiva.

“Eu não vim aqui apenas para falar sobre a importância da irrigação para a estabilidade da produção, porque isso todo mundo já sabe. Eu quis mostrar a capacidade que ela tem de gerar novas produções no mesmo hectare. A produção múltipla permite diluir custos fixos. Quanto mais tecnologia a gente coloca na propriedade, mais aumentam os custos fixos. E se mantivermos apenas uma produção por ano, isso sobrecarrega a atividade. A irrigação permite justamente viabilizar mais de uma produção”, explicou.

Dr. Antonio da Luz também abordou a questão das mudanças climáticas, defendendo uma abordagem mais prática e menos ideológica no debate sobre o tema, com foco em soluções aplicáveis ao campo.

“A discussão sobre mudanças climáticas precisa ser encarada pelos governos de forma mais prática e menos ideológica. As mudanças climáticas estão aí e precisamos nos adaptar a elas. O Rio Grande do Sul tem sofrido tanto com enchentes quanto com estiagens. Não faz sentido um Estado que enfrenta esses dois extremos não conseguir armazenar água para usar na irrigação quando necessário”, afirmou.

O economista destacou ainda a importância do armazenamento de água e criticou entraves burocráticos que, segundo ele, dificultam o avanço de investimentos no setor.

“Quando chove em excesso, essa água precisa ser armazenada para ser utilizada nos períodos de seca. Mas o que vemos são muitos entraves que acabam atrasando o desenvolvimento. O Rio Grande do Sul está atrasado em relação ao restante do Brasil em termos de irrigação. Poderíamos ter avançado muito mais se não fossem dificuldades impostas ao longo dos anos”, disse.

Durante a fala, o palestrante também fez críticas ao que considera excesso de burocracia em projetos de desenvolvimento no Estado e citou a necessidade de maior agilidade nos processos.

“Quando alguém quer investir em irrigação, muitas vezes encontra obstáculos em órgãos públicos. Isso acaba prejudicando o produtor e o desenvolvimento do Estado. Precisamos rever essa mentalidade para não continuarmos perdendo oportunidades”, comentou.

Ao final, Dr. Antonio da Luz reforçou a importância histórica da irrigação como tecnologia essencial para a agricultura.

“Os sumérios já praticavam irrigação há mais de 5 mil anos. Não faz sentido que, hoje, ainda tenhamos tantas dificuldades para avançar nessa área. Precisamos tratar isso com a seriedade que o tema exige”, concluiu.

BRUNO DUPIN GASPAR

O engenheiro agrônomo Bruno Dupin Gaspar, palestrante do 2º Tecnoshow da Irrigação e do 1º Encontro Internacional de Irrigantes, realizado em Cruz Alta, destacou a importância da integração entre irrigação, sustentabilidade e inteligência artificial no futuro do agronegócio.

“Acho que esse tema tem dois pontos importantes. Um é que a irrigação é extremamente relevante, não só no Brasil como no mundo, e o outro é a inteligência artificial. Em algum momento, esses dois temas se encontram. O objetivo aqui foi justamente entender como a irrigação, a parte ambiental e a inteligência artificial podem se conectar para construir soluções importantes para o futuro. É um evento muito qualificado e espero que esse tipo de iniciativa continue sendo valorizado”, afirmou.

Bruno também explicou como a inteligência artificial já começa a se relacionar diretamente com o uso da água no setor produtivo e tecnológico.

“A inteligência artificial consome muita água. Os data centers, que são os sistemas que processam IA, utilizam grandes volumes hídricos para resfriamento. Ao mesmo tempo, o agro também é um dos setores que mais consome água por causa da irrigação. Existe, portanto, uma grande oportunidade de sinergia entre tecnologia e agricultura, especialmente no uso eficiente dos recursos hídricos”, destacou.

O palestrante ressaltou ainda o papel estratégico dos estudantes e profissionais do agro nesse novo cenário de convergência tecnológica.

“Cada vez mais empresas de tecnologia querem entender como podem ajudar o agro a ser mais eficiente no uso da água. Nesse contexto, o agrônomo passa a ter um papel fundamental, conectando o conhecimento técnico do campo com essas grandes empresas. É uma nova realidade em que o agro e a tecnologia se encontram de forma muito mais intensa”, comentou.

Ao abordar os impactos das mudanças climáticas, Bruno destacou a necessidade de adaptação constante por parte dos produtores rurais diante da instabilidade do clima.

“O agricultor precisa sempre mitigar riscos. Hoje não existe mais um ano igual ao outro. Em um cenário de grande incerteza climática, ele precisa ajustar épocas de plantio, antecipar ou retardar operações conforme o comportamento do clima. O histórico que a gente tinha está deixando de ser referência”, afirmou.

Segundo ele, o produtor rural passa a ter um papel cada vez mais estratégico na gestão do próprio negócio.

“O agricultor deixa de ser apenas alguém que planta e colhe e passa a ser um empresário do agro, que precisa lidar com volatilidade climática, de mercado e de produção. Assim como em outros setores, ele precisa entender riscos e tomar decisões mais estratégicas para garantir resultado”, concluiu.

MAURICIO DE BORTOLI

O engenheiro agrônomo Mauricio De Bortoli, um dos embaixadores do 2º Tecnoshow da Irrigação e do 1º Encontro Internacional de Irrigantes, realizado em Cruz Alta, destacou a importância histórica do evento para o município e para o Rio Grande do Sul no debate sobre irrigação.

“Cruz Alta entra para a história do Rio Grande do Sul ao trazer a importância da irrigação para o centro do debate e se consolidar como um município que, a partir de agora, passa a organizar eventos voltados a esse tema. Neste Tecno Show e no primeiro encontro internacional de irrigantes, buscamos trazer exemplos e cases de sucesso de diferentes regiões”, afirmou.

Segundo o engenheiro agrônomo, o evento reuniu experiências de produtores do Rio Grande do Sul e também de países vizinhos, ampliando o intercâmbio de conhecimento técnico.

“Tivemos casos do Rio Grande do Sul, do Paraguai, da Argentina e do Uruguai. São produtores de leite, de gado de corte, de arroz, soja, milho e outras culturas, todos mostrando como a irrigação contribuiu para o aumento de renda e produtividade, além dos desafios para expansão dos projetos, sejam eles estruturais, ambientais ou energéticos”, explicou.

De Bortoli destacou ainda que o objetivo central do encontro é unir diferentes setores da cadeia produtiva para ampliar a área irrigada no Estado e fortalecer o agronegócio.

“Esse evento é importante para unir forças entre produtores, técnicos, projetistas, universidades e órgãos públicos, com o objetivo de aumentar a área irrigada no Rio Grande do Sul. Hoje irrigamos pouco mais de 2% da área agrícola, mas temos potencial para chegar a 15% ou até 20% nos próximos 10 anos”, ressaltou.

Para ele, a expansão da irrigação representaria um salto significativo na renda dos produtores e na economia do Estado.

“Isso garantiria um aumento expressivo de renda para o produtor e também para a arrecadação do Estado, que precisa se fortalecer diante de outros estados da federação. O clima é o principal limitante da nossa produção”, afirmou.

O agrônomo também comentou sobre a necessidade de adaptação do setor produtivo diante das mudanças climáticas, lembrando dos períodos de estiagem e das enchentes registradas nos últimos anos no Rio Grande do Sul.

“O produtor não consegue mudar o clima ou a distribuição das chuvas, ele precisa se adaptar. Hoje vivemos o desafio de enfrentar tanto a falta quanto o excesso de água. A irrigação é fundamental para suprir a demanda hídrica das culturas nos períodos de seca”, disse.

Ele também destacou a importância de práticas de conservação do solo e do armazenamento adequado da água para enfrentar períodos de excesso de chuvas.

“Nas questões estruturais, precisamos estar preparados com solo coberto, plantio direto, boas práticas de manejo e barragens bem planejadas, que permitam armazenar o excesso de água. Não podemos perder essa água, porque ela é abundante no inverno e essencial para o verão”, explicou.

Por fim, Mauricio De Bortoli reforçou a importância de conscientizar a sociedade sobre o papel da irrigação na produção de alimentos.

“O produtor não quer desperdiçar água. Ele quer armazenar a água da chuva, que é abundante em determinados períodos, para utilizar quando ela é escassa. É simplesmente isso: garantir produção, segurança e sustentabilidade para o campo”, concluiu.

CAMILA TELLES

A comunicadora do agro, influenciadora, cerimonialista e uma das embaixadoras do 2º Tecnoshow da Irrigação e do 1º Encontro Internacional de Irrigantes, Camila Telles, destacou a importância do evento realizado em Cruz Alta para o fortalecimento da tecnologia e da inovação no campo, especialmente no contexto da irrigação.

“Um evento incrível sobre tecnologia, inovação e irrigação, que nos coloca em uma posição muito importante no Brasil e no mundo, aqui no Rio Grande do Sul, aqui em Cruz Alta. Muito feliz em estar na minha cidade de nascimento, prestigiando, mediando e conversando com os convidados sobre um tema tão essencial”, afirmou.

Camila ressaltou a importância da participação de diferentes gerações no debate sobre o futuro do agronegócio e a necessidade de adaptação às mudanças climáticas.

“É muito importante que jovens e produtores de várias gerações estejam aqui para entender a necessidade de investir em mais segurança em momentos de crise climática e incertezas no agro. A tecnologia vem para nos ajudar, e a irrigação, como o doutor Linneu muito bem fala, é como um ansiolítico para o produtor rural, porque traz mais tranquilidade em tempos de desafio”, destacou.

A comunicadora também lembrou que o Rio Grande do Sul viveu períodos consecutivos de estiagens antes das enchentes registradas nos últimos anos, reforçando a importância do debate sobre irrigação.

“Antes das enchentes, tivemos alguns anos de estiagem. Isso mostra como a questão climática é uma incerteza constante para o agro, que é uma indústria a céu aberto. Ter esse respaldo para momentos de seca ou excesso de chuva é fundamental para garantir produtividade e segurança ao produtor”, explicou.

Camila ainda reforçou seu papel na condução do evento e sua contribuição como comunicadora e produtora rural.

“Vou fazer a mediação do evento, conduzir toda a programação e também trazer meus comentários como produtora rural e comunicadora, buscando contribuir para engrandecer ainda mais esse debate e fazer a diferença”, concluiu.

CARLOS GABRIEL EMATER

O assistente técnico estadual da Emater/RS-Ascar, Carlos Gabriel Nunes dos Santos, destacou a importância do 2º Tecnoshow da Irrigação e do 1º Encontro Internacional de Irrigantes como espaço de troca de experiências e atualização técnica sobre a irrigação no Rio Grande do Sul.

Segundo ele, a instituição participou do evento como apoiadora e acompanhou as discussões e palestras ao longo da programação.

“A gente é uma instituição apoiadora do evento e ficamos sabendo por intermédio da nossa coordenação regional. Viemos prestigiar e acompanhar esse grande evento, já que trabalhamos com a área da irrigação e com os projetos do governo do Estado”, afirmou.

O técnico explicou que a Emater atua diretamente na elaboração e acompanhamento de projetos de irrigação, além de dar suporte aos produtores no acesso a programas de incentivo.

“O governo está com um programa de subvenção a projetos de irrigação, que oferece um rebate de 20% a fundo perdido para os produtores. Nós fazemos o trabalho de campo, conversamos com os produtores e auxiliamos na elaboração dos projetos”, destacou.

Carlos Gabriel ressaltou ainda a importância da participação de diferentes instituições e países no evento, o que amplia o conhecimento técnico e fortalece o setor.

“Não poderíamos deixar de vir nesse grande evento, com participação do Ministério da Agricultura, da Agência Nacional de Águas, além de cases de produtores irrigantes. Também tivemos palestras de representantes do Uruguai e da Argentina, o que é muito importante para trocarmos experiências e conhecermos outras realidades”, comentou.

O técnico também avaliou o impacto das mudanças climáticas no Estado e reforçou a necessidade de adoção de tecnologias para garantir segurança produtiva no campo.

“As mudanças climáticas vêm impondo um regime diferente de comportamento climático no nosso Estado. Defendemos que a irrigação contribui diretamente para dar segurança ao produtor, junto com outras boas práticas de produção, como proteção do solo e qualidade de sementes”, afirmou.

Ele destacou ainda que os períodos recentes de estiagem poderiam ter tido impactos menores caso houvesse maior adoção de tecnologias no campo.

“Muitas das frustrações de safra dos últimos anos poderiam ter sido amenizadas se o produtor tivesse acesso e adotado mais essas tecnologias. A irrigação exige investimento, mas traz segurança e retorno, garantindo melhores resultados tanto na produção de grãos quanto em outras atividades agrícolas”, concluiu.

DANIELE FURIAN ARALDI

A representante da Associação Fenatrigo, Daniele Furian Araldi, destacou a satisfação com a realização do 2º Tecnoshow da Irrigação e do 1º Encontro Internacional de Irrigantes, em Cruz Alta, e ressaltou a construção histórica do debate sobre irrigação no município ao longo das últimas décadas.

“Nós estamos bastante felizes em receber todos esses participantes. Temos mais de 450 inscritos para este evento, que foi pensado justamente para discutir a realidade que temos vivido nos últimos anos”, afirmou.

Daniele lembrou ainda a trajetória dos eventos ligados ao tema da irrigação em Cruz Alta, destacando que a iniciativa atual é fruto de um processo construído ao longo do tempo.

“Estamos na 2ª edição do Tecno Show da Irrigação e no 1º Encontro Internacional de Irrigantes. Há 25 anos organizamos o primeiro Tecno Show e, depois disso, trabalhamos com o Fórum da Irrigação durante a Fenatrigo, construindo um movimento contínuo de debate sobre esse tema, não só na região, mas em todo o Estado”, explicou.

Segundo ela, a programação foi estruturada para abordar os principais desafios enfrentados pelos produtores rurais no que diz respeito à irrigação.

“Teremos painéis técnicos e políticos abordando os principais entraves da irrigação no Estado, como questões ambientais, energéticas e de acesso ao crédito. Tudo isso será discutido ao longo dos dois dias de evento aqui no Clube Arranca, em Cruz Alta”, destacou.

A representante da Fenatrigo também ressaltou a diversidade do público presente, que reúne produtores, técnicos e estudantes de diferentes áreas.

“É um evento construído para todos que têm interesse no tema. Nosso público principal são os produtores rurais, que são os maiores interessados nessas discussões. Mas também temos técnicos, profissionais do setor, representantes de empresas e muitos estudantes de Agronomia, Medicina Veterinária e outras áreas das ciências agrárias, vindos da Unicruz e de diversas universidades da região”, concluiu.

Durante o evento, a Coprel recebeu licença ambiental para nova subestação de energia em Cruz Alta.

A Coprel Cooperativa de Energia recebeu a Licença Prévia e de Instalação Unificadas (LPI nº 00079/2026) para a implantação da nova Subestação de Energia Elétrica Cruz Alta 4, durante o 2º Tecno Show de Irrigação e o 1º Encontro Internacional de Irrigantes, realizado nesta quarta-feira (13), em Cruz Alta. A autorização ambiental foi entregue durante a programação do evento e representa um importante avanço para a infraestrutura energética e o fortalecimento do agronegócio regional.

A licença foi emitida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e possui validade até 29 de abril de 2031. O empreendimento será instalado às margens da BR-158, em uma área útil de 6,4 mil metros quadrados, contando com estruturas de operação em 69 kV e 13,8 kV, além de módulos de transformadores, linhas de transmissão e alimentadores de distribuição de energia.

A nova subestação terá papel estratégico para ampliar a capacidade e a confiabilidade do fornecimento de energia elétrica em Cruz Alta e região, atendendo especialmente a crescente demanda do setor produtivo, com destaque para o agronegócio e os projetos de irrigação.

A entrega da licença ocorreu durante o painel “Políticas Públicas para Irrigação e Desenvolvimento Rural”, promovido pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), dentro da programação do evento. O encontro reuniu representantes do governo federal, órgãos reguladores, entidades do setor produtivo e lideranças do agro para discutir estratégias voltadas à segurança hídrica, sustentabilidade e desenvolvimento rural.

Representando o Governo do Estado, a secretária estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, destacou os avanços promovidos pelo Estado para incentivar a irrigação sustentável, com modernização da legislação ambiental, atualização das regras de outorga da água e maior agilidade nos processos de licenciamento.

“Falar sobre irrigação hoje é falar sobre adaptação climática, segurança hídrica e futuro da produção gaúcha. O Rio Grande do Sul convive cada vez mais com eventos extremos, alternando estiagens severas e períodos de excesso de chuva, e isso exige planejamento, integração entre políticas públicas e modernização da infraestrutura no campo”, afirmou a secretária.

Outro destaque apresentado durante o painel foi o Programa Energia Forte no Campo, que atualmente contempla 133 projetos e 318 quilômetros de redes trifásicas em 122 municípios gaúchos.

Além da Sema, participaram do debate representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), do Ministério de Minas e Energia, da Federação da Agricultura do RS (Farsul) e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no RS (Fetag-RS).

Com a nova subestação, a Coprel Cooperativa de Energia reforça a infraestrutura energética regional, considerada fundamental para o desenvolvimento econômico, a expansão da irrigação e o fortalecimento do setor agropecuário no Alto Jacuí.

AUTOPANAMBI

Durante a realização do 2º Tecnoshow da Irrigação e do 1º Encontro Internacional de Irrigantes, a concessionária Auto Panambi Volkswagen apresentou ao público o novo Volkswagen Tiguan, um dos principais lançamentos da marca no país.

Em entrevista à Rádio Cidade e ao Jornal Tribuna das Cidades, o proprietário da Auto Panambi, Samuel Feldmann, destacou a importância de participar do evento e apresentar as novidades do setor automotivo ao público ligado ao agronegócio.

“Estamos na semana de lançamento do novo Tiguan, a terceira geração desse SUV que é um dos modelos mais consolidados da Volkswagen no Brasil. É um veículo que está há 17 anos no mercado, sempre evoluindo e quebrando paradigmas”, afirmou.

Segundo Samuel, o novo modelo chega ao mercado com uma série de atualizações tecnológicas, além de mais conforto, desempenho e segurança.

“É um carro fantástico, com muito espaço interno, excelente nível de segurança e preparado tanto para o campo quanto para a cidade. O novo Tiguan vem equipado com motor 2.0 turbo de 252 cavalos, tração 4x4 integral, além de um pacote tecnológico totalmente digital, com painel moderno e central multimídia de última geração”, destacou.

O empresário também comentou sobre a receptividade do público ao lançamento do modelo em todo o Brasil.

“Na última quinta-feira aconteceu o lançamento oficial e, em apenas 10 minutos, mais de 3 mil unidades foram vendidas no país. Foi uma verdadeira explosão de faturamento, mostrando o sucesso do modelo, assim como já aconteceu com outros veículos da marca, como o Virtus”, ressaltou.

Samuel Feldmann aproveitou a oportunidade para convidar a comunidade regional a conhecer a estrutura da concessionária em Cruz Alta.

“Convido todos os ouvintes e clientes para conhecerem esse lançamento, que realmente está fantástico. A nossa loja hoje é praticamente um shopping do carro, onde além dos modelos novos da Volkswagen, também oferecemos consórcios, peças, seminovos e veículos multimarcas, tudo em um só lugar”, concluiu.

A Auto Panambi Volkswagen está localizada na Rua Luís Côrtes Véscia, nº 1002, lateral da BR-158, no bairro Conceição, em Cruz Alta. Informações podem ser obtidas pelo telefone (55) 3118-0927.

Durante o Tecnoshow Cruz Alta recebe caminhão-pipa e reforça atendimento a famílias em vulnerabilidade, através de emenda do Deputado Federal Bibo Nunes.

Cruz Alta viveu um momento considerado importante para o fortalecimento das ações da Defesa Civil com a entrega de um novo caminhão-pipa, articulado por meio de tratativas envolvendo a coordenação do órgão e a diretoria do Partido Liberal no município.

O veículo foi viabilizado após diálogo com o deputado federal Bibo Nunes, que atendeu à demanda apresentada, segundo a coordenação da Defesa Civil.

O coordenador da Defesa Civil de Cruz Alta, Sival Freitas, destacou a relevância da conquista e o impacto direto para a população. Ele ressaltou que a chegada do caminhão-pipa representa mais dignidade para famílias em situação de vulnerabilidade e amplia a capacidade de resposta do município em períodos de estiagem.

O novo equipamento tem capacidade aproximada de 10 mil litros e será utilizado em ações de abastecimento emergencial de água potável, apoio a comunidades afetadas pela falta de água, além de reforçar o atendimento em situações de emergência ambiental e combate a incêndios.

Atualmente, o município registra dezenas de ocorrências relacionadas ao abastecimento, atendendo centenas de famílias ao longo dos últimos meses. Com a ampliação da frota, a expectativa é de maior agilidade no atendimento e alcance de um número ainda maior de pessoas.

Cruz Alta possui extensa área rural e forte vocação agropecuária, com produção diversificada e dependência direta das condições climáticas, especialmente em períodos de estiagem. O novo caminhão também deve contribuir para atender comunidades mais afastadas, onde o acesso é dificultado pela distância e pelas condições das estradas vicinais.

Segundo a Defesa Civil, a medida reforça a estrutura do município para enfrentar períodos críticos e melhorar a resposta às demandas da população.

Nos dois dias de evento, o 2º Tecnoshow da Irrigação e 1º Encontro Internacional de Irrigantes, mostrou que o evento é mais do que uma programação técnica, a programação nasceu com o objetivo de consolidar o município como um polo de debate e troca de conhecimento, promovendo a integração entre especialistas, produtores, empresas e pesquisadores. A iniciativa buscou fortalecer o setor por meio da disseminação de tecnologias, práticas sustentáveis e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio.

Com informações da ASCOM/Prefeitura de Cruz Alta

Texto: Jornalista Daniel Paulus MTB 19879/RS

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