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Curso capacita jovens rurais em Bom Progresso e estimula a sucessão familiar
Publicado em 14/05/2026 16:16
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Jovens de Bom Progresso, Cruz Alta, Ibirubá e Tiradentes do Sul participam da 7ª edição do Curso de Empreendedorismo e Desenvolvimento para a Juventude Rural, realizado no Centro de Treinamento de Agricultores de Bom Progresso (Cetreb). Com aulas teóricas e práticas, o curso é desenvolvido em cinco módulos, com dois dias cada, ao longo do ano, proporcionando maior qualificação aos jovens e contribuindo para a sucessão familiar no meio rural.

O segundo módulo está sendo realizado nesta quarta-feira (13/05) e na quinta-feira (14/05). No primeiro dia, os alunos tiveram oportunidade de aprender mais sobre piscicultura com o extensionista rural Cesar Zamarschi. Ele apresentou a contextualização da cadeia do pescado, observando que a China é o maior produtor mundial, com 51% da produção. O Brasil produz mais de 1,4 milhão de toneladas de peixes de água doce e salgada, estando na 12ª posição no ranking mundial.

O extensionista observa que a decisão de criar de peixes deve ser embasada em conhecimento sobre o assunto, possuir estrutura, tempo e mão de obra. Além disso, é preciso ter claro o objetivo da criação, que pode ser, por exemplo, para turismo ou fornecer a frigoríficos, entre outros.  Zamarschi abordou ainda outros aspectos, como estrutura e tipos de manejo. À tarde, a turma visitou a agroindústria Pescado Yucumã, em Tenente Portela.

A estudante de medicina veterinária Elidiane Tavares, 18 anos, teve participação ativa durante a aula, pois a piscicultura é a principal atividade de sua família, em Cruz Alta, tanto através do turismo como da venda do peixe. Para isso, tem um restaurante e um Pesque Pague, além de participarem da Feira do Produtor e de comercializarem também na propriedade. “Estamos montando uma agroindústria de filé de peixe”, acrescenta Elidiane. Ela salienta que o curso é uma forma de se aperfeiçoar mais nesta área.

A programação deste módulo encerra nesta quinta-feira (14/05), abordando piscicultura e gestão de propriedade. Para contemplar os temas, haverá aula sobre educação financeira, proporcionada pelo Sicredi, e a Prefeitura de Três Passos apresentará o Programa Municipal de Piscicultura, o Pró-Peixe.  

O curso proporciona conhecimento aos jovens e contribui para o fortalecimento da agricultura, geração de renda, sucessão rural e para promoção do desenvolvimento rural sustentável.  Para a realização, a Emater/RS-Ascar conta com apoio das prefeituras de Bom Progresso, Cruz Alta, Ibirubá e Tiradentes do Sul, Copeagri, 9ª e 21ª Coordenadorias Regional de Educação (CREs), IFRS – Campus Ibirubá e Sicredi.

As prefeituras interessadas em inscrever jovens para a próxima edição do curso podem contatar o Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar do seu município. Durante os dois dias de cada módulo, os alunos recebem alimentação e ficam no alojamento do Cetreb. Por isso, as vagas são limitadas. Nesta edição, a turma tem 17 jovens.

Permanência no campo

“Nosso objetivo tem sido alcançado”, salienta a coordenadora do curso, extensionista Aline Martini Zuse, reforçando que a ação visa a capacitação dos jovens para sucessão familiar no meio rural. O curso chega a 7ª edição sem desistências e boa demanda. Para atender às expectativas dos alunos, o conteúdo é definido a partir dos seus interesses. Durante o ano, eles elaboram um projeto para ser aplicado na propriedade da família, que é apresentado no último dia, antes da entrega dos certificados.

O interesse em permanecer na atividade desenvolvida na propriedade da família, em Ibirubá, levou Daniele Sanders, 21 anos, a participar do 7º Curso de Empreendedorismo e Desenvolvimento para a Juventude Rural. Além do cultivo de soja, trigo, milho e produção de leite, a família produz melado e panificados. Os planos dela envolvem seguir investindo no comércio de doces, salgados e pães. “O curso ajuda a ter mais conhecimento”, resume

 

A jovem Manoela de Jesus, 18 anos, tem planos de cursar medicina, mas sem abrir mão da vida no campo. “Gosto de morar no interior, então, mesmo que saia para fazer faculdade, vou retornar”, afirma. Enquanto não ingressa em uma universidade, ela auxilia a família em uma agroindústria de panificados, em Cruz Alta. O negócio começou pequeno, de maneira informal, se desenvolveu e foi legalizado.

Fonte:Ascom EMATER/ASCAR 

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