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Irã e Estados Unidos seguem sem acordo, e tensão reacende temor de novo conflito no Oriente Médio
Publicado em 11/05/2026 10:40
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O governo do Irã informou nesta segunda-feira (11) que apresentou aos Estados Unidos uma contraproposta para encerrar o conflito no Oriente Médio. Entre as exigências feitas por Teerã estão o fim das ações militares na região, a retirada do bloqueio naval imposto pelos americanos e a liberação de recursos iranianos congelados no exterior. A proposta, no entanto, foi rejeitada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A falta de entendimento entre os dois países aumenta o receio de uma nova escalada militar no Golfo Pérsico e reduz as expectativas de um acordo rápido para garantir a normalização do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.

Em publicação nas redes sociais, Trump classificou a resposta iraniana como “completamente inaceitável”, sem detalhar os pontos de divergência. A reação repercutiu imediatamente no mercado internacional, com o petróleo Brent se aproximando dos 100 dólares por barril.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Irã, a proposta também prevê o fim das ofensivas israelenses contra o Hezbollah, grupo aliado de Teerã no Líbano. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, afirmou ainda que o país exige a devolução de ativos financeiros bloqueados em bancos estrangeiros há vários anos.

As reivindicações iranianas representam uma tentativa de retornar ao cenário anterior ao ataque conjunto realizado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. Para Teerã, as medidas seriam consideradas um reconhecimento de seus “direitos legítimos” e uma vitória contra o isolamento econômico imposto por sanções internacionais.

O governo israelense, porém, mantém posição firme. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que a guerra só terminará quando as instalações nucleares iranianas forem desativadas. Em entrevista à emissora americana CBS, Netanyahu afirmou que ainda existem reservas de urânio enriquecido e estruturas nucleares que precisam ser eliminadas.

De acordo com informações do jornal The Wall Street Journal, a contraproposta iraniana incluiria a possibilidade de diluir parte do urânio enriquecido e transferir outra parcela para um terceiro país. Em troca, o Irã quer garantias de devolução do material caso as negociações fracassem ou os Estados Unidos abandonem o acordo.

A crise também mantém elevada a preocupação internacional com o Estreito de Ormuz. O Irã vem restringindo a circulação marítima na região e implantou cobranças para navios que utilizam a rota, responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Enquanto isso, a Marinha norte-americana mantém o bloqueio aos portos iranianos.

Com o enfraquecimento das negociações diplomáticas, os episódios de ataques com drones voltaram a crescer na região do Golfo. Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar relataram incidentes recentes envolvendo esse tipo de ação.

Nas redes sociais, integrantes do Parlamento iraniano endureceram o discurso contra Washington. O porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do país, Ebrahim Rezai, afirmou que qualquer ofensiva contra embarcações iranianas poderá provocar uma resposta “forte e decisiva” contra bases e navios americanos.

Fonte: Correio do Povo

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