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Operação policial tem como alvo líder criminoso e bloqueia patrimônio milionário com ligação a Cruz Alta
Publicado em 16/04/2026 10:40
POLÍCIA

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da DRACO de Cruz Alta, realizou nesta quarta-feira (15) mais uma etapa da Operação REMAP. A ação teve como principal objetivo o sequestro de bens ligados a um suposto líder de organização criminosa que atua na região.

A ofensiva integra um conjunto de medidas voltadas ao enfrentamento do tráfico de drogas, da lavagem de dinheiro e da sustentação financeira de grupos criminosos.

A operação contou com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina e de delegacias vinculadas à 5ª Região Policial, tendo Cruz Alta como eixo central das investigações.

Cumprimento de mandados em dois estados

Nesta fase, foram executados seis mandados de busca e apreensão em diferentes municípios:

• Dois em Balneário Piçarras (SC)

• Dois em Bombinhas (SC)

• Um em Horizontina (RS)

• Um em Cruz Alta (RS)

As diligências buscam fortalecer a coleta de provas e dar suporte às medidas judiciais de bloqueio de bens relacionados ao investigado, apontado como articulador das atividades ilegais.

Bens de alto valor identificados

Durante o trabalho investigativo, foram localizados imóveis de padrão elevado e outros bens considerados incompatíveis com a renda declarada do suspeito. O patrimônio atribuído ao investigado ultrapassa R$ 7,5 milhões, incluindo propriedades fora do Estado.

Conforme a Polícia Civil, os bens teriam sido utilizados para esconder valores oriundos do tráfico de entorpecentes.

Indícios de lavagem de dinheiro

As apurações também revelaram a utilização de terceiros e de empresas para ocultação de patrimônio, além da prática de pagamentos fracionados em dinheiro vivo — estratégia frequentemente utilizada em esquemas de lavagem de dinheiro.

Diante dos indícios, foram solicitadas à Justiça medidas de bloqueio e possível perda dos bens, com o objetivo de atingir a base financeira da organização.

Ação integrada em nível nacional

A operação integra a Operação Nacional da RENORCRIM, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que reúne unidades especializadas das Polícias Civis de diversos estados no combate ao crime organizado.

A Operação REMAP teve início após a apreensão de valores em dinheiro em circunstâncias suspeitas, o que levou à identificação de uma estrutura criminosa organizada, com atuação no tráfico e na posterior lavagem de recursos.

 

Investigações seguem em andamento

A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com novas diligências previstas para identificar outros envolvidos e ampliar as medidas de bloqueio patrimonial.

A corporação destaca que o enfrentamento ao crime organizado envolve não apenas ações repressivas, mas também o enfraquecimento financeiro das organizações, considerado essencial para sua desarticulação.

Fonte: Policia Civil

 

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