Com atuação direta junto às famílias rurais e também urbanas, através das feiras realizadas na maioria dos municípios gaúchos, a Emater/RS-Ascar intensifica em 2026 as ações de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) voltadas à segurança e soberania alimentar, ampliando o acesso a alimentos de qualidade e fortalecendo a produção local em todo o Rio Grande do Sul. A iniciativa integra um conjunto de políticas e práticas que colocam a alimentação adequada como direito fundamental, promovendo desde o autoconsumo até a geração de renda por meio da comercialização de excedentes.
A extensionista e nutricionista da Emater/RS-Ascar, Leila Ghizzoni, destaca que o conceito de segurança alimentar é abrangente e envolve não apenas a disponibilidade de alimentos, mas também a qualidade, a regularidade e a forma como são produzidos. “Trabalhamos para garantir o direito ao acesso a alimentos saudáveis, em quantidade suficiente e de forma permanente, respeitando todas as fases da vida e promovendo sistemas produtivos sustentáveis”, explica.
No campo, esse trabalho começa com o incentivo à produção para o autoconsumo, com hortas, pomares e o aproveitamento de pequenos espaços nas propriedades. A estratégia fortalece a autonomia das famílias e contribui para a soberania alimentar, que segundo Leila, está diretamente ligada à garantia de uma alimentação saudável das comunidades. “Diz respeito à forma como os povos produzem seus alimentos, respeitando sua cultura, seus hábitos e suas escolhas. É a capacidade de decidir o que produzir e o que consumir”, resume.
Além da produção, a Emater/RS-Ascar atua de forma contínua no acompanhamento das famílias, com identificação das vulnerabilidades, assistência técnica, visitas, eventos e atividades de capacitação, de forma permanente e continuada. O trabalho também se estende à organização de feiras e ao apoio à comercialização, criando oportunidades para que os agricultores ofereçam alimentos frescos e diversificados aos consumidores, sejam rurais ou urbanos.
Somente nos primeiros meses deste ano, 10.917 famílias já foram atendidas em 351 municípios com ações de segurança alimentar, enquanto a meta anual planeja atender 43.733 famílias em 466 municípios. Em 2025, o alcance foi ainda maior, com quase 60 mil famílias beneficiadas, demonstrando efetividade das ações desenvolvidas pelos extensionistas rurais. As ações desenvolvidas são de incentivo e orientação para produção para autoconsumo, com intercâmbio de sementes e mudas e educação alimentar.
COMERCIALIZAÇÃO DIRETA
A Emater/RS-Ascar também se destaca no apoio à organização de feiras de produção convencional, de base ecológica e mistas, e feiradas, que são repetições de feiras em dias diferentes. No planejamento deste ano, 309 municípios serão atendidos na organização de feiras. Até março de 2026, 1.178 famílias em 193 municípios participaram de feiras, fortalecendo o período de comercialização e aproximando os produtores dos consumidores. No ano anterior, foram 3.777 famílias envolvidas em 301 municípios, consolidando o espaço das feiras como um importante meio de acesso a alimentos de qualidade.
Para Leila, a crescente busca por alimentos saudáveis e pela compra direta do produtor reforça a importância dessas ações. “As pessoas estão mais atentas à qualidade do que consomem e valorizam saber a origem dos alimentos. Isso fortalece a relação de confiança entre quem produz e quem consome”, afirma.
O futuro da segurança alimentar passa, cada vez mais, pelo fortalecimento de sistemas produtivos sustentáveis e pela ampliação da produção de alimentos orgânicos. Na perspectiva de Leila, a tendência é de crescimento da demanda por alimentos mais saudáveis, produzidos com respeito ao meio ambiente e às pessoas, o que exige investimentos contínuos em assistência técnica, políticas públicas e incentivo à agricultura familiar.
Na Emater/RS-Ascar, ações voltadas para a segurança e soberania alimentar são prioridade. Elas envolvem desde orientações sobre boas práticas de produção até o apoio à agroindustrialização e à comercialização. “Quando a produção cresce, surgem novas possibilidades, como a venda do excedente e até a formalização de agroindústrias. Tudo isso também faz parte da segurança alimentar”, finaliza a extensionista.
Foto: Franchesco de Oliveira Y Castro, estagiário de Comunicação da Emater/RS-Ascar
Fonte: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar