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Policial que agrediu mulher grávida em São Leopoldo é indiciado por injúria real
Publicado em 01/04/2025 11:21
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O policial militar que agrediu uma mulher grávida de oito meses durante uma abordagem em São Leopoldo, no Vale do Sinos, foi indiciado por injúria real, uma qualificadora do crime de injúria que ocorre quando a ofensa é feita por meio de agressão física. A conclusão do inquérito policial militar (IPM) foi divulgada na segunda-feira (31).
De acordo com a Brigada Militar (BM), o inquérito apontou indícios de crime militar e transgressão disciplinar. O policial segue afastado das atividades operacionais e passará a responder na Justiça Militar. A corporação não divulgou a identidade do agente envolvido.
A agressão ocorreu em fevereiro deste ano, na Vila Paim, em São Leopoldo. Segundo testemunhas, os policiais militares realizavam a abordagem de um primo da vítima quando o conflito teve início. Familiares relataram que os agentes tentaram entrar na casa de uma irmã da gestante sem mandado, o que gerou protestos por parte da família.
A avó da mulher afirmou que a recusa em permitir a entrada dos policiais teria causado irritação na equipe, resultando em uma escalada da tensão. Durante o episódio, registrado em vídeo pela vítima e por familiares, um dos policiais foi até a viatura, pegou um cassetete e avançou contra a mulher, questionando algo que ela teria dito.
No vídeo, é possível ver que o primeiro golpe foi direcionado ao rosto da vítima, que conseguiu se defender com o celular. Logo depois, ela foi atingida na região do quadril. As imagens foram amplamente divulgadas nas redes sociais e geraram indignação.
Após a repercussão do caso, a Brigada Militar abriu um inquérito para apurar a conduta do policial. Em nota oficial, a instituição afirmou que não compactua com desvios de conduta de seus agentes e reforçou seu compromisso com a defesa dos direitos fundamentais da população.
"A Brigada Militar reafirma seu compromisso com a sociedade gaúcha, não compactuando com desvios de conduta de seus integrantes, garantindo seu compromisso com a defesa dos direitos e garantias fundamentais", declarou a corporação.
Com o encerramento do inquérito, o caso foi encaminhado à Justiça Militar, onde o policial responderá pelas acusações. Ele permanecerá afastado até a conclusão do processo.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: GZH
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